A Menopausa sob um Novo Olhar
A menopausa em Cuiabá não deve ser vista como uma doença, mas como uma fase de transição que exige cuidados específicos. Antigamente, os sintomas eram considerados "naturais do envelhecimento" e a mulher sofria calada. Hoje, a medicina oferece recursos para que você não precise passar por fogachos ou insônia.
A Dra. Ana Carolina Myssen defende que a menopausa é o momento ideal para fazer um "reset" na saúde. Através da reposição hormonal individualizada, é possível devolver a energia, a clareza mental e a proteção que os hormônios naturais ofereciam.
Terapia de Reposição Hormonal (TRH)
Trabalhamos com o que há de mais seguro na endocrinologia ginecológica:
Hormônios Adequados
Utilização de moléculas com estrutura compatível com o organismo humano, o que reduz efeitos colaterais e aumenta a segurança do tratamento.
Via Transdérmica (Gel/Adesivo)
A absorção pela pele evita a primeira passagem pelo fígado, reduzindo o risco de trombose em comparação aos comprimidos.
Saúde Óssea
A reposição é o tratamento mais eficaz para prevenir a osteoporose e fraturas na maturidade.
Proteção Cardiovascular
Quando iniciada no tempo certo, a reposição ajuda a manter os vasos sanguíneos saudáveis e o perfil de colesterol controlado.
Muito além dos Hormônios
No Instituto Ísis, o tratamento da menopausa é integral. Além da reposição, focamos em:
- Saúde Vaginal: Uso do Fraxx para tratar a atrofia e o ressecamento que a reposição oral/gel nem sempre resolvem totalmente.
- Suplementação: Ajuste de Vitamina D, Cálcio, Magnésio e suporte antioxidante.
- Estilo de Vida: Orientações sobre dieta anti-inflamatória e exercícios de força, vitais para os músculos e ossos nessa fase.
Resposta direta para pacientes em Cuiabá
Reposição hormonal é para toda mulher?
Não. A indicação depende dos sintomas, idade, tempo desde a menopausa, histórico pessoal, risco cardiovascular, mama, útero e preferências da paciente.
Quais sintomas justificam avaliação?
Calorões, insônia, irritabilidade, ressecamento vaginal, dor na relação, queda de libido e perda de qualidade de vida podem justificar avaliação em ginecologia endócrina.
- O tratamento pode ser hormonal, não hormonal ou local vaginal.
- Exames e rastreios atualizados ajudam na decisão compartilhada.
- Atrofia vaginal pode precisar de terapias locais mesmo sem reposição sistêmica.
Como decidir a melhor estratégia
A reposição hormonal não é uma decisão automática. O que pesa é a intensidade dos sintomas, o tempo desde a última menstruação, o histórico de saúde e o tipo de queixa principal: vasomotora, sexual, sono, humor ou saúde óssea.
Em algumas pacientes, a opção mais útil é a terapia local vaginal; em outras, o tratamento sistêmico faz mais sentido. A consulta precisa alinhar benefícios, limites e acompanhamento com clareza.
- Sintomas diferentes podem pedir terapias diferentes.
- A decisão precisa considerar segurança a longo prazo.
- A avaliação ginecológica endócrina ajuda a personalizar a conduta.
Perguntas Frequentes
Reposição hormonal engorda?
Pelo contrário. A falta de estrogênio é que causa o acúmulo de gordura abdominal. A reposição, quando bem ajustada, ajuda a manter o metabolismo ativo e a massa muscular.
Tenho histórico de câncer de mama na família, posso fazer reposição?
A avaliação deve ser critériosíssima. Em muitos casos de histórico familiar (não pessoal), a reposição pode ser feita com monitoramento rigoroso. Cada caso é único.
Até que idade posso fazer a reposição?
Não existe uma idade limite 'mágica'. Enquanto a mulher tiver sintomas e os benefícios superarem os riscos, o tratamento pode ser mantido sob vigilância médica.
A reposição ajuda na memória?
Sim. O estrogênio tem receptores no cérebro e sua falta causa o 'brain fog' (névoa mental). A reposição costuma melhorar o foco e a cognição.
Referências e Diretrizes Internacionais
- Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC) - Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal
- The North American Menopause Society (NAMS) - 2022 Hormone Therapy Position Statement
- International Menopause Society (IMS)
